A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, entre as diretoras Clarice Coppetti e Renata Baruzzi durante coletiva de imprensa sobre os resultados financeiros de 2024. Foto: Rafa Pereira / Petrobras

 

A aceleração da entrega de projetos e a antecipação de cronogramas levaram a Petrobras a investir acima do esperado em 2024, num total de US$ 16,6 bilhões, mais do que os US$ 14,5 bilhões previstos nos anúncios mais recentes da empresa.

Ainda assim, o valor ficou abaixo dos US$ 18,5 bilhões que haviam sido programados no plano de negócios 2024-2028, antes das atualizações da atual gestão.
Um dos projetos que teve o cronograma antecipado foi a entrada em produção do FPSO Maria Quitéria, do campo de Jubarte, no pré-sal da Bacia de Campos. O início da operação estava previsto para 2025, mas ocorreu em outubro de 2024.

Outra aceleração destacada pela diretoria da companhia foi a chegada ao Brasil do FPSO Almirante Tamandaré, antecipada para 2024. A unidade iniciou a produção no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, este mês.

“A gente tem feito de tudo para antecipar projetos. Quando chegamos, tinha muitos atrasos, conseguimos recuperar boa parte”, disse em entrevista coletiva a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi.
Apesar da percepção negativa do mercado sobre os resultados anuais da estatal, a CEO da companhia, Magda Chambriard, destacou que a empresa optou por antecipar a geração de caixa e que não houve alterações nos investimentos totais programados.

“O que nós estamos oferecendo para vocês, em última análise, é óleo no bolso mais rapidamente”, disse em teleconferência com analistas.
A diretoria da companhia afirmou que não descarta antecipar para este ano atividades programadas para 2026, como conexões e intervenções de poços, ligações submarinas e novas perfurações.

Em paralelo… A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, vai iniciar em 2025 os investimentos para atuar no modal rodoviário.

O potencial de movimentação é de 2,4 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo por ano.

Autor/Veículo/Fonte: eixos
Por Gabriela Ruddy

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