Informe Platts

informações fornecidas pela agência Platts, parte da S&P Global Commodity Insights, com notícias relevantes sobre o setor.

Agência Platts – 05 março de 2026

• A arbitragem fechada para importação de S10 elevou a liquidez do mercado spot em Paulínia e Araucária, com traders observando preços inferiores aos praticados nos portos à medida que alguns participantes com alto estoque buscam vender suas cotas Petrobras no interior. A Platts ouviu ofertas e fechamentos em PB + R$ 1.000/m³ nas duas praças. Nos portos, a disparada do petróleo afastou os compradores. O interesse de compra, quando existente, é reportado bem abaixo das ofertas. Em Santos, compradores estavam dispostos a pagar até PB + R$ 800/m³, mas as ofertas iam de PB + R$ 1.200/m³ a PB + R$ 1.800/m³. Os custos de reposição também seguem em alta com a continuidade da guerra no Oriente Médio.

• Os preços spot da gasolina no Nordeste bateram ontem os níveis mais altos desde o lançamento dos indicadores Platts em Suape e Itaqui, acompanhando mais um dia de alta no mercado externo. Durante a manhã, ofertas em Suape foram reportadas a PB + R$ 760/m³, subindo mais tarde para PB + R$ 890/m³. Em Itaqui, ofertas pela manhã foram reportadas a PB + R$ 770/m³, depois subindo a PB + R$ 900/m³. Os preços em Santos e Paranaguá também continuam batendo níveis recordes, com ofertas a PB + R$ 810/m³ e PB + R$ 840/m³, respectivamente, ao fim do dia. Nenhum bid ou fechamento foi reportado.

• Os preços de diesel e gasolina da Acelen também dispararam ontem. O S10 viu altas de R$ 900,70/m³ na Bahia e de R$ 1.000,70/m³ nas demais localidades, ficando a um prêmio médio de R$ 1.012,60/m³ ante Petrobras. Em Suape e Itaqui, os preços atingiram seus patamares mais altos em mais de dois anos. A gasolina teve alta de R$ 300/m³ na Bahia e de R$ 340/m³ em outros locais, atingindo um prêmio médio de R$ 308,36/m³ ante Petrobras. Os níveis estavam nas máximas em oito meses em Suape e Itaqui.

• A Ipiranga reportou que suas vendas do Ciclo Otto no quarto trimestre de 2025 atingiram 3,2 milhões de m³, alta de 8% na comparação anual e de 14% ante o trimestre imediatamente anterior. Enquanto isso, as vendas de diesel totalizaram 3,2 milhões de m³, avanço de 6% e queda de 4%, respectivamente. Em 2025, as vendas do Ciclo Otto da Ipiranga chegaram a 12 milhões de m³, alta de 3%, e as vendas de diesel somaram 10,7 milhões de m³, estáveis em relação a 2024. Executivos da empresa acreditam que o conflito no Oriente Médio beneficia grandes distribuidoras, ao fechar a janela de arbitragem para importação. Isso reduz a concorrência com importadores menores, fortalecendo as distribuidoras com forte infraestrutura e maior cota com a Petrobras.

• No mercado externo, os futuros do petróleo atingiram a máxima em 20 meses com a escalada da guerra no Oriente Médio, aumentando os riscos de fornecimento da commodity. Ataques a navios-tanque e restrições de navegação no Estreito de Ormuz estão elevando os preços, embora relatos de uma possível intervenção do Tesouro dos EUA para conter a alta tenham amortecido os ganhos ontem. Entre os derivados, o Heating Oil de abril subiu 32,05 cpg, para US$ 3,6143/galão, enquanto o RBOB de mesmo mês avançou 15,6 cpg, para US$ 2,6709/galão.

• Novos ataques no Oriente Médio paralisaram a navegação pelo Estreito de Ormuz e atingiram a infraestrutura de energia, causando graves interrupções. Com o tráfego de navios-tanque interrompido e os produtores cortando a oferta, os preços da energia dispararam. O Dated Brent subiu 14%, enquanto as taxas de frete para VLCCs dispararam 150%. Instalações cruciais no Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos enfrentam ameaças operacionais, com refinarias reduzindo o processamento.

• Uma proposta dos EUA para fornecer seguro aos navios no Estreito de Ormuz provavelmente não resolverá o congestionamento de embarcações, dizem analistas. Eles argumentam que a principal restrição é a ameaça militar do Irã, não a disponibilidade de seguro, o que causou um aumento de 149% nas taxas de frete para VLCCs. O plano e a oferta de escoltas navais são considerados insuficientes, com analistas acreditando que um programa de resseguro governamental para seguradoras privadas seria mais eficaz.