Termelétrica alimentada a carvão na China (foto: Governo da China/Redes Sociais)

 Ásia está ampliando geração termelétrica a carvão

A alta nos preços do petróleo e do gás decorrente da guerra no Oriente Médio causou uma destruição de demanda equivalente a um consumo entre 4 e 5 milhões de barris/dia de petróleo apenas em abril.

Os cálculos são do Goldman Sachs, que aponta que a queda no consumo está sendo maior do que o esperado.
A Agência Internacional de Energia (IEA) já afirma que 2026 terá a maior retração na demanda global por petróleo desde a pandemia.
Mas, na contramão dos esforços para a transição energética, parte do consumo de petróleo e gás natural foi substituído por carvão.

A Rystad Energy projeta que a escassez de óleo e gás no mercado fará a demanda por carvão crescer 70 milhões de toneladas este ano apenas na Ásia.

As usinas térmicas na região eram altamente dependentes do gás natural liquefeito (GNL) dos países do Golfo Pérsico, que teve as exportações praticamente zeradas com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Segundo a Rystad, o déficit no suprimento de GNL este ano deve chegar a 35 milhões de toneladas, em grande parte devido aos impactos dos ataques à planta industrial de Ras Laffan, no Qatar.
A consultoria calcula que cerca de 90 terawatts-hora (TWh) de geração vão migrar para o carvão.
Em maio, as importações de carvão da Coreia do Sul subiram 50% na comparação anual, enquanto no Japão esse aumento foi de 20%.
Na prática, os dados indicam que ainda não se concretizou a expectativa de que a menor disponibilidade de petróleo e gás no mercado global levaria a uma corrida mais acelerada para fontes renováveis.

“O que estamos vendo não é um retorno do carvão, mas sim um choque de realidade para a transição energética da região Ásia-Pacífico”, explica o analista de pesquisa de carvão da Rystad Energy, Tonmit Talukdar.
O conflito completou 100 dias e segue sem sinais de fim. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que segue em negociações com o Irã, mas os últimos dias foram marcados por uma nova escalada, com ataques diretos entre Irã e Israel.

Na segunda-feira (8/6), o petróleo Brent com entrega para agosto encerrou em alta de 1,25%, cotado a US$ 94,25 por barril (Valor Econômico).

Fonte:( eixos )

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