Planta de etanol de milho da Inpasa (Foto Divulgação)

ANP abre consulta para atualizar cálculos de eficiência no RenovaBio e inserir nova rota de biocombustível avançado

Agência reguladora revisa parâmetros usados no cálculo da eficiência energética e ambiental na Política Nacional de Biocombustíveis.

E introduz o etanol de melaço de soja na RenovaCalc.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu nesta segunda (17/8) um período de consultas sobre atualizações na ferramenta que calcula a eficiência energética e ambiental dos biocombustíveis credenciados no RenovaBio.

A atualização da RenovaCalc (a calculadora do RenovaBio) é um desdobramento da resolução resolução ANP nº 984/2025, que regulamenta a certificação da produção ou importação de combustíveis renováveis para emissão de créditos de descarbonização (CBIO).

Na prática, a agência está revisando as premissas usadas para calcular a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) de biodiesel, biometano, etanol de 1ª e 2ª geração, além de etanol de milho e sorgo importado e hidroprocessamento de óleo de soja (a rota HEFA, usada na produção de diesel verde e combustível sustentável de aviação).

De acordo com os documentos disponibilizados para comentários do público, a calculadora também passará a considerar a produção de etanol a partir do melaço de soja — um biocombustível avançado porque usa o subproduto da fabricação da proteína concentrada de soja.

“As atualizações contemplam a incorporação de novas bases de dados, a revisão de fatores de emissão de gases de efeito estufa (GEE), a atualização de parâmetros energéticos e o aperfeiçoamento de procedimentos metodológicos”, lista a ANP em nota.

Segundo a agência, o objetivo é ampliar a representatividade, considerando as diferentes rotas desses biocombustíveis e as características da produção nacional.

As propostas recebem comentários até 16 de setembro e chegam em um momento crítico da política de biocombustíveis.

De disputas nos tribunais ao tarifaço de Donald Trump, o programa que permite aos produtores de biocombustíveis a emitirem créditos por cada tonelada de carbono evitada ao longo do ciclo de vida da produção agora enfrenta uma discussão sobre o que fazer com os inadimplentes.

O tema entrou e saiu da pauta da última reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), enquanto o governo ainda discute uma proposta para regularizar as dívidas de distribuidoras que não cumprem a obrigação de compra de CBIOs para compensar as emissões com a venda de combustíveis fósseis.
Fonte:(eixos)

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