A Organização Marítima Internacional reconheceu o etanol de milho brasileiro com uma pegada de carbono 78% menor que a média dos combustíveis marítimos, abrindo um novo mercado para o setor.

A Organização Marítima Internacional, agência da ONU para o setor, reconheceu pegada de carbono de 20,8 gCO2e por megajoule para o etanol de milho de segunda safra produzido no Brasil. A referência média dos combustíveis marítimos hoje está em cerca de 93,3 gCO2e por megajoule. Uma intensidade de carbono quase 78% menor.

Não é opinião de produtor.

É definição técnica, dentro das regras que a própria OMI está desenhando para descarbonizar um dos setores mais difíceis de eletrificar do planeta: o transporte marítimo internacional.

A produção de etanol de milho no Brasil saltou de 2,65 bilhões de litros no início da década para quase 10 bilhões na safra 2025/26. Com esse reconhecimento técnico, o setor passa a mirar um mercado que antes nem era opção — o bunker marítimo, cujo volume global equivaleria a cerca de 400 bilhões de litros de etanol.

O Brasil já mostrou que sabe transformar milho em alimento, proteína e energia. Agora pode transformar também baixa emissão de carbono em vantagem competitiva global. Sustentabilidade, quando vira acesso a mercado, deixa de ser custo e passa a ser oportunidade.

Falta transformar esse reconhecimento em contrato e prêmio de preço — o próximo passo não está mais na lavoura.

Está na negociação.

Fonte: ( Jornaç Cana)

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